Correlação é a medida padronizada da relação entre duas ou mais variáveis e indica a força e a direção do relacionamento linear entre estas variáveis. Ou, em outras palavras, mede o grau de associação entre duas variáveis aleatórias. Será que isso existe entre esses dois ativos?

 

Existe bastante dúvida quando o assunto é correlação entre Dólar e S&P 500. Como estes dois ativos são “produtos” do mercado norte-americano, é muito comum os investidores acharem que ambos andam na mesma direção. Cuidado! É preciso entender a lógica operacional desses ativos, para depois concluir sobre sua correlação.

 

O S&P 500 é um índice que reflete a economia americana. Como explicamos neste outro texto, ela mede a performance das 500 maiores empresas dos EUA (companhias norte-americanas ou domiciliada no país). Já o Dólar, como todos sabemos, é a moeda americana, contudo, não reflete diretamente a economia do país porque além de ser a moeda oficial dos Estados Unidos, é também a moeda comercial do mundo, tendo seus próprios motivos de movimento, assumindo assim papel importantíssimo na economia global.

 

Afinal, porque o Dólar é tão importante?

 

Lembra que os EUA é a maior economia e o maior mercado de consumo do mundo? Principal moeda no mercado de câmbio, o dólar é usado como moeda base para transações internacionais, sendo utilizada em mais de 85% de todos os negócios deste mercado, e é a moeda que tem a maior aceitação no mundo inteiro. Existem outras moedas consideradas fortes que são utilizadas em transações internacionais, como o euro e Yuan, mas o impacto não é tão grande quanto o dólar.

 

Além disto, é importante lembrar que as reservas internacionais da maioria dos países estão nesta moeda! As reservas nada mais são do que um tipo de reserva em moeda forte de um país e que se originam de superávits nos balanços de pagamentos, destinando-se a cobrir eventuais déficits das contas internacionais.

Conhecendo então a lógica operacional destes ativos, afinal, existe correlação entre S&P 500 e Dólar?

SIM, existe correlação inversa entre o dólar futuro e o S&P 500. Mas essa correlação não é direta, nem tão simples quanto pode parecer!

S&P é o termômetro do mundo. Quando o índice se apresenta em alta, pressupõe-se que há confiança na economia americana, que o consumo permanece constante e que a demanda permanecerá efetiva. Como consequência, os fornecedores mundiais permanecem performando bem e crescem junto com a boa expectativa da economia americana. Quando a economia destes países menores vai bem, a moeda desses países se valoriza.

Em suma, se o saldo de ações da bolsa americana estiver positivo, a tendência é que o dos demais países também estejam (salvo em casos onde há crises políticas, geopolíticas, ou outros fatores que preocupem o próprio mercado interno daquele país).

Por exemplo: Quando a economia vai bem no Brasil, o Ibovespa (principal índice da Bolsa de valores de São Paulo) apresenta-se positivo também refletindo um aparente entusiasmo de operadores do mercado financeiro em relação ao futuro das empresas brasileiras. A economia real refletindo positivamente, a tendência é de que o Real se valorize frente ao Dólar.

Assim, normalmente quando o S&P 500 está positivo ele pressiona o Dólar para baixo. S&P 500 positivo possivelmente mundo positivo e consequentemente moedas destes países valorizadas frente ao Dólar.

Temos então a correlação: Quanto melhor o ciclo da economia americana (S&P 500 em alta), mais o Dólar se desvaloriza pelo mundo.

Obviamente que é preciso notar que mesmo bolsas com um cenário interno favorecido, sofrem influências de bolsas que são os grandes drivers do mercado. Então, um possível cenário de crise na economia americana pode desencadear um provável cenário de crise global, trazendo consequências negativas para as moedas mundiais em detrimento à valorização do Dólar.

Neste caso, a correlação seria: S&P 500 em queda, Dólar em alta.

Lembramos que em momento de crise, investidores buscam alocar seus recursos em moedas fortes, como o Dólar. Em cenários de países emergentes, como o brasileiro por exemplo, quando há saída líquida (saída de recursos estrangeiros supera a entrada de recursos) o mercado financeiro do próprio país não é forte o suficiente para manter a taxa de câmbio em patamares muito baixos. É por isso que precisamos destas divisas externas para fazer com que a taxa de câmbio doméstica caia!

Curiosidade: Você sabia que existe um instrumento financeiro utilizado pelo Banco Central do Brasil que auxilia no processo de intervenção nas taxas de câmbio, para conter sua volatilidade? Saiba mais no próximo blog!

Nota: Não existe um manual com regras fixas em mercado financeiro. Embora haja correlação inversa entre S&P 500 e Dólar, o contexto político e geopolítico bem como as perspectivas e desafios da economia local podem impactar diretamente (de maneira positiva ou negativa) a cotação das moedas (Real e Dólar), modificando a correlação entre os ativos. Mantenha-se sempre informado sobre o que acontece no Brasil e no mundo!

 

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