Swap é um termo inglês que significa “troca” ou “permuta”. É classificado como uma operação de derivativos através da qual as partes realizam uma troca de rentabilidade de ativos financeiros predefinidos (indexadores).

 

Em um regime de câmbio flutuante, como no Brasil, vários agentes incorrem em risco cambial ao precisarem trocar de uma moeda para outra, em data futura, a quantia necessária para suas transações. Citamos como exemplo, companhias que dependem de preços de outras moedas, empresas que dependem de commodities internacionais, companhias com dívidas em dólares, etc… Essa permuta de indexadores financeiros ocorre com o objetivo de reduzir riscos e de aumentar a previsibilidade para as partes do contrato. Resumidamente, significa troca de posição quando há riscos para um agente.

As operações de swap, então, acontecem com o estabelecimento de uma data futura para a troca financeira da rentabilidade dos indexadores entre as partes. Isto é, no vencimento, cada uma das partes deve assumir a variação de um dos indexadores.

Exemplo de Swap

 

Existem vários tipos de swap, mas para que você entenda melhor o conceito, vamos exemplificar como funciona o swap utilizando uma empresa que faz movimentações em dólar.

 

Suponhamos que uma empresa seja exportadora (receba por suas vendas em dólares) no entanto, todos os seus custos de produção sejam pagos em real. Ela sabe que em 30 dias receberá US$1.000.000,00 pelas vendas que fez, e terá que pagar, também em 30 dias, R$4.000.000,00. Se o dólar hoje estiver cotado a R$4,18, podemos calcular que ela terá um lucro de R$180.000, certo? Entretanto, não é bem assim, pois essa é a cotação do dólar hoje, à vista, e não garante o preço daqui 30 dias!Em um cenário favorável, o dólar pode subir por exemplo, a R$4,20. Assim, o lucro da empresa passaria a ser de R$ 200.000. Porém, se o dólar se desvalorizar para R$3,50, ela passará a ter um prejuízo de R$ 500.000. Por isso afirmamos que essa empresa está vulnerável à variação cambial, o que pode afetar diretamente o seu caixa, passando facilmente de um cenário com lucro para outro de prejuízo.

 

Para se proteger (hedge cambial), ela realizará a troca do risco das moedas, de modo que, quando ocorrer uma variação cambial muito grande, não sofrerá com oscilações em seus lucros, sejam elas boas ou ruins. Isso é operação de swap.

 

Quais são os tipos de Swap?

 

Os contratos de swap podem estar atrelados a diferentes ativos financeiros. É importante lembrar, no entanto, que não há transferência de fluxos de capital. Ele se liquida, ao final do prazo, apenas pela diferença financeira entre as duas “taxas” trocadas.

Os principais tipos de swap são:

 

  1. Swap de commodities: contrato em que duas instituições trocam fluxos associados à variação sofrida nas cotações de commodities.
  2. Swap de Índices: é realizada entre indexadores como o IGP-M, IPC-Fipe ou INPC, com outros que podem estar relacionados a ações, como o Ibovespa.
  3. Swap de taxas de juros: troca de taxa de juros prefixados por juros pós-fixados (conforme a variação dos CDIs, por exemplo, que é um ativo financeiro corrigido pela taxa diária de juros) ou o inverso, para quem quer evitar o risco de uma futura alta nos juros.
  4. Swap cambial: O swap cambial é, provavelmente, a modalidade desse contrato mais conhecida e utilizada no mercado financeiro. Basicamente, consiste na troca de taxa de variação cambial, ou seja, a volatilidade do preço de certa moeda estrangeira por uma taxa de juros definida antecipadamente. Nessa modalidade de swap de moedas, uma das partes assume a obrigação de pagar a variação da cotação de uma moeda. Do lado oposto, outra parte assume o pagamento da variação de uma taxa de juro pré-determinada.

Para se proteger (hedge cambial), ela realizará a troca do risco das moedas, de modo que, quando ocorrer uma variação cambial muito grande, não sofrerá com oscilações em seus lucros, sejam elas boas ou ruins. Isso é operação de swap.

 

Outra modalidade de swap se configura quando há troca da variação cambial de duas moedas distintas (como por exemplo: oscilação do dólar pela oscilação do euro).

 

O Swap cambial o faz parte de estratégias de gestão de risco de várias companhias, porém também é muito utilizada pelo Banco Central.

 

Por que o Banco Central Faz SWAP CAMBIAL?

 

O Brasil é um país que tem uma realidade político-econômica muito complexa. Nesse sentido, a alta do dólar representa uma preocupação para o Banco Central, já que ela impacta diretamente na inflação.

Com a alta da moeda, os insumos e produtos importados para o nosso país ficam mais caros e esse aumento nos valores costuma ser transferido para o preço final, impactando na economia e na inflação.

Por isso é muito comum nos depararmos com situações nas quais o Banco Central está diretamente envolvido com operações de SWAP Cambial. Por meio dele o BC procura evitar movimento disfuncional do mercado de câmbio.

O objetivo dessas operações é prover “hedge” cambial – proteção contra variações excessivas da moeda americana em relação ao real – e liquidez ao mercado de câmbio doméstico. A compra de contrato de swap pelo BC funciona como injeção de dólares no mercado futuro.

O BC autoriza alguns bancos a operar no mercado cambial e eles são chamados de Dealers (confira a relação de dealers clicando aqui).

No contrato de swap tradiconal, o BC se compromete a pagar ao detentor do swap a variação do dólar, acrescida de uma taxa de juros (“cupom cambial”), e a receber a variação da taxa de juros doméstica acumulada no mesmo período (taxa Selic). Portanto, quem vende esse contrato fica protegido caso a cotação do dólar aumente, mas tem de pagar a taxa Selic para o comprador, no caso o BC.

Existe, contudo, Leilão de Swap Reverso. Neste caso, o Banco Central vende o swap e, portanto, fica passivo em Selic e ativo e variação cambial. Este contrato, por sua vez, é usado quando há necessidade de controlar quedas bruscas da moeda norte-americana – o que pode ser prejudicial, por exemplo, para a s exportações.

O mecanismo é o mesmo do swap tradicional, com a diferença das rentabilidades trocadas. O Banco Central oferece aos compradores os juros do período. O investidor, por outro lado, paga à autoridade monetária a oscilação cambial do período.

 

Curiosidades sobre os Swaps:

 

  • A atuação do Banco Central no mercado cambial é separada de sua política monetária;
  • O montante de swaps cambiais pode ser ajustado para cima ou para baixo, dependendo das condições do mercado;
  • O Banco Central não vê restrições para que, dependendo do contexto, o estoque de swaps cambiais exceda os volumes máximos já atingidos.

Lembre-se: O SWAP pode influenciar no valor do dólar, tanto positiva quanto negativamente. Desta forma, conhecer o mercado e entender de que forma ele se comporta é essencial para garantir a segurança e a melhora no desempenho das suas operações financeiras.

Conheça o seu perfil de investidor: Antes de investir em qualquer ativo, conheça a sua tolerância aos riscos e veja se a bolsa de valores é adequada para o seu perfil.

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