Saber como operar na bolsa é um desejo cada vez mais comum, já que muita gente tem percebido que é possível ter rendimentos mais interessantes por meio dos ativos de renda variável. Entretanto, a falta de experiência pode pesar na hora de decidir em quais ativos aplicar o dinheiro.

O daytrader é o investidor que costuma ter foco no curto prazo e está sempre em busca de encontrar boas oportunidades na Bolsa de Valores, comprando e vendendo os mais diversos ativos, sejam eles ações ou commodities (dólar, euro, milho, boi, café, entre outros).

Há diversos fatores que influenciam a escolha do melhor ativo, porém, dois deles são fundamentais e decisivos: liquidez e volatilidade.

A liquidez representa a possibilidade de retorno que você terá em um ativo. Isso significa que, após entrar em uma operação, se você tiver a possibilidade de concluí-la de forma rápida, é porque o ativo tem boa liquidez. O que mede a liquidez de um ativo, em síntese, é seu grau de agilidade de conversão em caixa.

A volatilidade, ou seja, a oscilação acelerada nos preços de um ativo é o que faz com que seja interessante entrar e sair de posições (comprar e vender).

Porque operar Dólar?

Principal moeda no mercado de câmbio, o dólar é a base para transações e utilizada em grandes movimentações da economia global, sendo utilizada em 87% de todas as transações deste mercado, e a moeda que tem a maior aceitação no mundo inteiro, fazendo deste ativo um dos mais negociados na Bolsa de Valores, conferindo a ele grande liquidez diária e variação constante nos preços.

Todos usam: bancos, importadores, exportadores e investidores.

1. O Banco Central atua através de instrumentos que servem de proteção cambial:

  • Venda de Dólares à vista: O BC atua comprando ou vendendo dólares no mercado à vista (spot ou pronto). Quando há excesso de oferta de moeda, o BC toma dólares do mercado e entrega reais. Quando a coisa muda de figura, como agora, o BC entra para atender à demanda por moeda americana. O BC está, justamente, vendendo dólar à vista porque está faltando dólar no mercado.
  • Oferta de contratos Swaps cambial: Por meio dele o BC procura evitar movimento disfuncional do mercado de câmbio. O objetivo dessas operações é prover “hedge” cambial – proteção contra variações excessivas da moeda americana em relação ao real – e liquidez ao mercado de câmbio doméstico.

2. As empresas que lidam com exportação e importação utilizam o dólar futuro como forma de evitar a oscilação de preços e também de garantir uma negociação futura com a cotação do câmbio desejado (Hedge cambial).

3. Investidores atuam no mercado de futuros de Dólar para Hedgear carteiras de ações com maior exposição a volatilidade do mercado em geral. Para se proteger de uma possível queda do mercado, pode-se fazer uma operação vendendo ativos que representam a volatilidade do próprio mercado. Caso o mercado venha a se desvalorizar, os investidores estarão protegidos em uma posição mesmo com a desvalorização de suas ações.

4. Os Bancos atuam basicamente de 3 formas no mercado futuros de Dólar:

  • Para proteger sua Tesouraria já que atua como administradora dos recursos e da liquidez do próprio Banco, investindo o patrimônio líquido e gerindo o caixa. O foco é viabilizar as operações advindas de clientes do Banco por meio da absorção e gerenciamento dos riscos por elas gerados, controle de fluxo e gestão de riscos comercializados para empresas, a fim de monitorar e manter seus investimentos com segurança.
  • Para realizar operações de hedge para clientes: protegendo qualquer ativo (investimentos) ou passivo (dívidas) de uma possível mudança de taxas e preços, o que reduz bastante as chances de perdas.
  • Para realizar operações de swaps para clientes (incluindo Banco Central): que consiste na troca de riscos de um ativo ou passivo com outro investidor.
Costumamos dizer que o Dólar é um ativo de “motivos”, já que diversos fatores influenciam na sua cotação. É um ativo altamente especulativo. Reflete uma combinação dos humores dos investidores no exterior e do mercado interno e por isso, é sensível a notícias políticas – econômicas locais e globais.

Basicamente, em momentos de crises políticas e/ou econômicas, a moeda norte-americana costuma apresentar valorização já que que os investidores estrangeiros retiram o dólar do país e migram seus investimentos para outros mercados considerados mais seguros. Consequentemente, há menor oferta de dólares no Brasil, o que eleva o preço da moeda internamente.

Da mesma forma, indicativos de recuperação da economia brasileira, notícias positivas governamentais e boas perspectivas a médio prazo fazem com que os capitais externos retomem seu fluxo positivo por conta principalmente do ingresso de investimento direto e de aplicações em bolsa (o que gera a necessidade de hedge como forma de reduzir a volatilidade cambial). Como resultado da intensificação nos fluxos de entradas de capitais, observa-se a apreciação do Real, fazendo com que haja depreciação da moeda americana.

A volatilidade do mercado também depende da Política Cambial adotada pelo Banco Central do Brasil. A autoridade monetária dispõe de um conjunto de ações e orientações destinadas a equilibrar o funcionamento da economia (exportações, importações, impactos sobre as vendas e alavancagem financeira de empresas, produção, desemprego, dentre outros), assim como alterações das taxas de câmbio e do controle das operações cambiais.

Por estas razões, é válido acompanhar as notícias relacionadas ao mercado interno e externo. Elas geram movimentação, influenciam nas cotações e ajudam na sua tomada de decisão.

Assim como qualquer investimento, o mercado futuro também possui riscos. Antes de começar, é importante conhecer cada um e confrontar com a sua tolerância, segundo o seu perfil de investidor.

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