Daytrade: Uma Guerra Mental

6/11/2018 | Artigos

Todos nós, alunos do Laatus, escutamos diariamente frases como: “-senta na mão!”, “-não seja gulosão da estrela!”, “-paciência pessoal!”, entre muitas outras frases paternais e bem humoradas, que nos alertam para uma luta psíquica onde o elemento mental vitorioso produzirá um ato externo bem concreto: entrar ou não em uma operação. Em outras palavras, quem atua no daytrade precisa amadurecer a capacidade de entrar e sair de operações de compra ou venda do ativo escolhido no momento exato quando o resultado produza ganho financeiro.

Aprofundando na descrição dessa luta psíquica, encontramos dois fenômenos fundamentais e muito comentados pelos profissionais de mercado, chamados de ansiedade e impulsividade. A compreensão dessas duas peças-chave são fundamentais para que possamos organizar e planejar um treinamento na direção do tão desejado autocontrole dos nossos cliques.

A ansiedade é definida como um estado mental de apreensão, imprevisibilidade de futuro, incertezas e possibilidades catastróficas no desfecho de um evento. Esse fenômeno, se extremo, pode gerar sensações físicas como batedeira no coração, mãos úmidas e frias, ondas de calor e frio, entre outras. Os atos baseados em ansiedade são atrasados, prolongados ou mesmo reprimidos pela apreensão de um resultado contrário ao desejado.

A impulsividade, ao contrário da ansiedade, é um estado mental que produz um encurtamento entre o planejamento de uma ação (processo mental-interno) e a ação propriamente dita (processo físico-externo). Os atos baseados em impulsividade são popularmente caracterizados pela expressão “ir com muita sede ao pote”; realizamos o ato e depois pensamos algo como “puxa, deveria ter pensado melhor”, terminando com sensação de arrependimento e culpa. Em realidade, a impulsividade está associada a previsão (certa ou equivocada) de que o ato a se realizar trará resultados muito positivos. Por conta dessa expectativa agradável, somos seduzidos a transformar rapidamente um plano de ação em ação, em detrimento da avaliação de riscos da fase do planejamento.

E é justamente esse o centro do nosso combate íntimo no dia-a-dia: ou estamos muito amedrontados com resultados ruins, evitando inadequadamente a entrada em ordens promissoras, ou estamos excessivamente confiantes, entrando em ordens de maneira muito imprecisa, sem os pré-requisitos ensinados pelo nosso professor – PAID, regiões de preço e pontos importantes, por exemplo.

O trader imaturo, como eu, erra muito por excesso de ansiedade ou de impulsividade. Oscilamos entre a preocupação e confiança excessiva dos nossos cliques. O trader que inclina à ansiedade provavelmente vai clicar muito pouco, entrar muito tarde no movimento de fluxo ou sair muito tarde de entradas erradas, alargando o stop da operação. O trader que tende à impulsividade provavelmente vai fazer vários TED’s, esperando compensar perdas e reaver ganho, entrará em operações imprecisas (“inventando operação onde não existe”), sair rápido demais em boas entradas, terminando o dia com meta estourada, principalmente no número de ordens. O trader maduro, com experiência de mercado, alcançou um ajuste fino entre a ansiedade e a iniciativa, evitando riscos desnecessários mas, também, assumindo-os quando convém; sem excessos.

A ansiedade e a impulsividade, portanto, são forças contrárias que devem ser muito bem equilibradas, mirando sempre o desencadeamento do clique perfeito, cuja maior – e melhor! – característica é o acúmulo de dinheiro na conta da corretora, objetivo importante para todos nós.

A ansiedade em seu ideal permite a prudência. A impulsividade em seu ideal permite boa iniciativa. Essa ideia nos ajuda a entender que não devemos perseguir exatamente a ausência de ansiedade nem da impulsividade, mas um equilíbrio perfeito entre esses importantes processos psíquicos. A persistência e a dedicação nos permitirá amadurecer a ansiedade e a impulsividade em prudência com boa iniciativa. No dialeto trader: sejamos imparáveis para ganhar grande e perder pequeno!

Autor: Carlos Henrique Oliva
Médico Psiquiatra (CREMESP 142.57) e aluno da turma “Imparáveis 4”.
www.droliva.com.br

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