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São Paulo, terça-feira, 15 de Outubro de 2019

Parte 1
A agenda de indicadores e eventos de terça-feira tem como destaque a participação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em palestra durante o Empresas Mais 2019, premiação promovida pelo Broadcast e pelo Estado. A Comissão especial do PL da reforma dos militares discute e vota parecer do relator da Câmara. No exterior, o dia é de balanços de grandes bancos americanos e do relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre as perspectivas para a economia mundial.

EUA
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ontem, 14, em comunicado, um decreto impondo sanções contra três ministros turcos – Defesa, Interior e Energia – e o fim das negociações comerciais com a Turquia, em razão das “ações desestabilizadoras” no nordeste da Síria. Trump também exigiu um cessar-fogo imediato na região.

O presidente anunciou ainda que as tarifas sobre o aço turco serão elevadas para 50%, retomando os níveis anteriores à redução da alíquota, medida tomada em maio. Além disso, o Departamento de Comércio americano interromperá, imediatamente, as negociações de um acordo comercial da ordem de US$ 100 bilhões com a Turquia.

De acordo com o documento divulgado pelo presidente americano, as forças militares turcas estão ameaçando civis, a paz, a segurança e a estabilidade da região da Síria. “Eu fui perfeitamente claro com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan: a ação da Turquia está precipitando uma crise humanitária e criando condições para crimes de guerra”, afirmou Trump. “Infelizmente, a Turquia não aparenta estar mitigando os efeitos humanitários de sua invasão.”

O presidente americano foi além e disse que está “totalmente preparado” para destruir a economia da Turquia se os líderes turcos se mantiverem no que qualificou de “caminho destrutivo”. O comunicado ainda indica que os EUA podem ampliar as sanções para outros países que vierem a se envolver no conflito.

Segundo o presidente americano, cerca de mil soldados dos EUA que ele havia retirado da Síria permanecerão no Oriente Médio para monitorar a situação e impedir a ameaça de um ressurgimento do Estado Islâmico, como ocorreu em 2014, quando os jihadistas se reorganizaram na Síria. Ele também confirmou que um pequeno número de soldados ficará na base dos EUA no sul da Síria.

ASIA
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, em meio a dúvidas sobre o acordo comercial parcial dos Estados Unidos com a China e na esteira de dados chineses fracos de inflação ao produtor.

Nos negócios da China continental, o índice Xangai Composto recuou 0,56% hoje, a 2.991,05 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda mais expressiva, de 1,11%, a 1.641,95 pontos.

Ontem, surgiram relatos de que a China quer uma nova rodada de conversas com os EUA antes de assinar o que o presidente americano, Donald Trump, descreveu como “fase 1” de um acordo comercial entre os dois países. Na sexta-feira (11), Trump anunciou o pacto preliminar, que tratará questões de propriedade intelectual e serviços financeiros e prevê aumento de compras de produtos agrícolas americanos pelos chineses.

Números desanimadores de inflação ao produtor da China, por sua vez, reforçaram preocupações sobre o ritmo de crescimento da segunda maior economia do mundo. Os preços ao produtor chinês sofreram queda de 1,2% na comparação anual de setembro, após recuarem 0,8% em agosto. Por outro lado, os preços ao consumidor da China subiram 3% no mês passado ante setembro de 2018, ganhando força em relação ao aumento de 2,8% de agosto e registrando a maior alta em quase seis anos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng teve baixa marginal de 0,07% em Hong Kong hoje, a 26.503,93 pontos, mas o japonês Nikkei voltou de um feriado de ontem com alta de 1,87% em Tóquio, a 22.207,21 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi apresentou leve ganho de 0,04% em Seul, a 2.068,17 pontos, e o Taiex subiu 0,41% em Taiwan, a 11.111,80 pontos.