São Paulo, quarta-feira, 27 de novembro de 2019

A agenda de eventos e indicadores desta quarta-feira traz como destaques a participação do diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra Fernandes, em seminário sobre Instrumentos e Estratégias de Hedge, da APIMEC-SP. Nos Estados Unidos, o foco estará na divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) e do Livro Bege com dados econômicos daquele país.

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, impulsionadas por sinais encorajadores das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Os mercados chineses, porém, recuaram na esteira de mais um indicador econômico fraco.

Confirmando indícios recentes, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem que Washington e Pequim estão próximos de selar um acordo comercial preliminar. O comentário de Trump veio horas depois de autoridades de alto escalão de ambos os países terem uma nova conversa telefônica e concordarem em seguir discutindo questões pendentes para finalizar o acordo.

Trump, contudo, também expressou apoio aos protestos pró-democracia em Hong Kong, território semiautônomo sob controle chinês. Na semana passada, o Congresso americano aprovou projeto de lei com o objetivo de garantir os direitos humanos dos manifestantes em Hong Kong, num gesto que atraiu fortes críticas de autoridades chinesas.

Ajudados por ações do setor de eletrônicos, o índice acionário japonês Nikkei subiu 0,28% em Tóquio hoje, a 23.437,77 pontos, e o sul-coreano Kospi avançou 0,31% em Seul, a 2.127,85 pontos, enquanto o Hang Seng registrou modesta alta de 0,15% em Hong Kong, a 26.954,00 pontos, e o Taiex se valorizou 0,61% em Taiwan, a 11.647,46 pontos.

Na China continental, por outro lado, o dia foi de perdas após novos dados mostrarem o efeito negativo da prolongada disputa comercial sino-americana, iniciada há 16 meses. Em outubro, o lucro de grandes empresas industriais chinesas sofreu queda anual de 9,9%, bem maior do que a redução de 5,3% vista em setembro, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país. O Xangai Composto terminou o dia em baixa de 0,13%, a 2.903,19 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composite caiu 0,23%, a 1.602,00 pontos.

Já na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul pelo quarto pregão seguido, com alta de 0,93% do S&P/ASX 200 – a maior desde meados de outubro, a 6.850,60 pontos.

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo operam estáveis na manhã desta quarta-feira, após o American Petroleum Institute (API) estimar no fim da tarde de ontem que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve aumento de 3,6 milhões de barris na semana passada. Hoje, o Departamento de Energia (DoE) divulga o levantamento oficial sobre estoques americanos. A queda do petróleo, porém, é limitada por indícios de que Estados Unidos e China estão cada vez mais próximos de fechar um acordo comercial preliminar.

 

Brasil

A disparada do dólar, que beirou R$ 4,28 ontem, 26, o maior nível desde a criação do real, e fechou cotado a R$ 4,24, depois de duas intervenções do Banco Central, deve ter impacto no dia a dia do brasileiro. Preços importantes, como da gasolina e do diesel, devem subir, a viagem internacional de férias de fim de ano pode não passar de um sonho e até a condução da política monetária corre risco de mudar, com o BC interrompendo o ciclo de corte de juros básicos em 2020, dizem economistas.

O estopim da alta ocorreu na segunda-feira, quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em Washington, que “é bom o mercado se acostumar com o câmbio mais alto por um bom tempo”. Ele afirmou que o dólar em patamar mais alto é reflexo de uma nova política econômica, que tem juro de equilíbrio mais baixo e câmbio neutro mais alto. Ontem, 26, ainda em Washington, Guedes mudou o discurso. Disse que a composição da política econômica é “política fiscal apertada e monetária frouxa”.

O comentário de segunda-feira do ministro soou ao mercado como uma indicação de que não há preocupação com o atual patamar de câmbio. Mas ontem, 26, o BC atuou para segurar o dólar.

Após o primeiro leilão pela manhã, o dólar que estava perto de R$ 4,27, recuou para R$ 4,24, mas voltou a subir para R$ 4,27. No meio da tarde, o BC teve de fazer um novo leilão e o dólar se acomodou um pouco. Fechou o dia em R$ 4,24, com valorização de 0,61%. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, avisou que o banco pode voltar a intervir no mercado hoje, 27. “Se o BC entender que há um movimento disfuncional e que há gap de liquidez, voltaremos a fazer intervenção. Mas essas intervenções apenas atenuam o movimento de curto prazo.”

Europa

As bolsas europeias operam em alta desde o começo dos negócios desta quarta-feira, otimistas com a perspectiva de que Estados Unidos e China resolvam suas desavenças comerciais.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem à tarde que Washington e Pequim estão próximos de fechar um acordo comercial preliminar. O comentário de Trump veio depois de autoridades de alto escalão de ambos os países terem uma nova conversa telefônica e concordarem em seguir discutindo questões pendentes para finalizar a chamada “fase 1” do acordo.

Na ausência de dados econômicos relevantes na Europa hoje, investidores do continente ficarão atentos a uma concentração incomum de indicadores a ser divulgados nos EUA nas próximas horas, na véspera do feriado do Dia de Ação de Graças. A agenda americana, que costuma influenciar os mercados financeiros globais, inclui a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e números sobre renda pessoal e gastos com consumo.

Além disso, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) publica à tarde o “Livro Bege” sobre condições econômicas dos EUA.

Às 6h41 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,45%, a de Frankfurt avançava 0,52% e a de Paris se valorizava 0,26%. Já em Milão e Madri, os ganhos eram de 0,37% e 0,51%, respectivamente. Na contramão, a de Lisboa tinha baixa marginal de 0,05%.

No câmbio, o euro recuava a US$ 1,1006 no horário acima, de US$ 1,1024 no fim da tarde de ontem, e a libra seguia a mesma direção, cotada a US$ 1,2862, ante US$ 1,2868 ontem.

09:30 – BRL/BC: LEILÃO DE VENDA À VISTA DE DÓLARES DAS 9H30 ÀS 9H35 DE US$ 785 MILHOES
09:30 – BRL/BC: OPERAÇÃO DE SWAP CAMBIAL REVERSO DAS 9H30 ÀS 9H35 DE US$ 785 MILHÕES

10:30 EUA/Núcleo de Pedidos de Bens Duráveis (Mensal) (Oct) 0,2% -0,4%
10:30 EUA/Núcleo do Índice de Preços PCE (Anual) (Oct) 1,7% 1,7%
10:30 EUA/Núcleo do Índice de Preços PCE (Mensal) (Oct) 0,2% 0,0%
10:30 EUA/Pedidos de Bens Duravéis (Mensal) (Oct) -0,5% -1,1%
10:30 EUA/PIB (Trimestral) (Q3) 1,9% 2,0%
10:30 EUA/Índice de Preços do PIB (Trimestral) (Q3) 1,7% 2,6%
10:30 EUA/Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego 223K 227K
10:30 EUA/Índice de Preços PCE (Mensal) (Oct) 0,1% 0,0%
10:30 EUA/Índice de Preços PCE (Anual) (Oct) 1,2 1,3
11:45 EUA/PMI de Chicago (Nov) 47,2 43,2
12:00 EUA/Vendas Pendentes de Moradias (Mensal) (Oct) 0,2% 1,5%
12:00 EUA/Gastos Pessoais (Mensal) (Oct) 0,3% 0,2%
12:30 EUA/Estoques de Petróleo Bruto -0,418M 1,379M
12:30 EUA/Estoques de Petróleo em Cushing -2,295M
16:00 EUA/Livro Bege

Ultima semana: (medio)
Índices Mundiais: (-)
Índice Dólar: (+/-)
Posição estrangeiros: (+) Compraram 9.238 – posição dos Estrangeiros no contrato Z19 – 251.254
Notícias Locais: (+/-)
S&P: (+/-)
Petróleo: (+/-)

Fechamento DOLZ19: 4.235,00
Ajuste anterior DOLZ19: 4.212,56
Ajuste DOLZ19: 4.248,64